quarta-feira, 23 de junho de 2010


A BAUHAUS
Na Alemanha e na Áustria, houve também arquitetos inovadores. Otto Wagner enfatizou a função, a textura do material e a claridade estrutural. Adolf Loos defendeu o uso das formas geométricas. Os esforços destes criadores, destinados a encontrar uma linguagem para a nova era industrial, culminaram na obra do alemão Walter Gropius, designado diretor da Escola de Arte de Weimar depois da I Guerra Mundial. Junto com Adolf Meyer, tinha se destacado pelos projetos para a construção de fábricas. A Escola de Weimar, chamada de Bauhaus, transferiu-se para Dessau, onde os novos edifícios (1925-1926) significaram uma síntese definitiva dos princípios do movimento moderno: janelas horizontais, muro-cortina de vidro, disposição racional e designe global de todos os elementos. No ano seguinte, a tendência consolidou-se com as Weissenhof Siedlung (casas operárias), perto de Stuttgart, construções que contaram com a participação de vários arquitetos europeus e foram dirigidas por Ludwig Mies van der Rohe, sucessor de Hans Meyer à frente da Bauhaus. Van der Rohe era, como Gropius, discípulo de Peter Behrens.
1.Objetivos sociais da Bauhaus Esta versão da arquitetura contemporânea contou com um programa social, decorrente da crise econômica que a Alemanha enfrentou após a I Guerra Mundial e da grave escassez de moradias nos grandes centros urbanos. Durante a breve República de Weimar (1919-1933), as prefeituras socialistas de muitas cidades enfrentaram esses problemas, junto com vários arquitetos progressistas, como o testemunham os Siedlungen (bairros operários) de Viena, Berlim e Frankfurt. Com esse objetivo, foi pesquisado o conceito de Existenzminimum (mínimo espaço habitável), declarando que os conhecimentos técnicos deviam ser aplicados para melhorar as condições de vida do conjunto da sociedade e não apenas de uma elite.

2.Adoção das técnicas industriais Sob este ponto de vista, os arquitetos com sensibilidade e consciência social se utilizaram dos materiais industriais e rejeitaram os materiais caros e exóticos, tentando aproveitar as qualidades expressivas dos recursos mais baratos. Com as estruturas de aço, por exemplo, os muros se transformaram em lâminas pouco espessas, às vezes transparentes graças aos fechamentos de vidro (muro-cortina). Já não era preciso que os muros e os tabiques coincidissem com os pilares, ou que os ângulos dos edifícios fossem sólidos para resistir à tensão das forças dos elementos sustentados. Foi eliminado o princípio de simetria e controlaram-se meticulosamente as proporções. Os arquitetos, pintores, designers e artesãos que fizeram parte da Bauhaus desenvolveram um interessante trabalho teórico no âmbito das artes visuais na sociedade industrial. No pavilhão alemão da Exposição Internacional de Barcelona, em 1929, Mies van der Rohe refletiu a busca da simplicidade através de estruturas de aço e finas placas de vidro combinadas com muros de ônix e um pódio de travertino (ver Mineração), com um sistema compositivo em que é evidente a influência de De Stijl. Na casa Tugendhat, de 1930, em Brno, a nobreza dos materiais e a aplicação do princípio de economia expressiva (“menos é mais”) são traços distintivos de sua obra.

3.Dispersão da Bauhaus Em 1933, o nazismo tomou o poder na Alemanha e a Bauhaus, símbolo da vanguarda alemã, foi fechada. Gropius e Mies van der Rohe se exilaram nos Estados Unidos. O primeiro foi professor desde 1937 até sua aposentadoria, em 1952, no departamento de Arquitetura da Universidade de Harvard, onde difundiu o conceito de design da Bauhaus. Seu discípulo Marcel Breuer, que o acompanhava, abandonou a tarefa docente para continuar em Nova York sua atividade como arquiteto. Os edifícios de Breuer, como o Whitney Museum of Modern Art (1966), conjugam o racionalismo da Bauhaus com uma imagem herdada do expressionismo alemão da década de 1910. Mies van der Rohe dirigiu o departamento de Arquitetura no Illinois Institute of Technology de Chicago, onde procurou definir uma nova tipologia do arranha-céu. Os elementos comuns do arranha-céu — a estrutura de aço e o revestimento de vidro, ou seja, a utilização do muro-cortina — supuseram novos desafios arquitetônicos para Mies van der Rohe. São exemplos do seu esforço para encontrar uma solução o prédio de apartamentos de Lake Shore Drive (1951), em Chicago, e o edifício Seagram (1958), em Nova York, projetado em colaboração com Philip Johnson.


bibliografia:http://www.coladaweb.com/artes/arquitetura/arquitetura-contemporânea
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